Minha “Believe Tour Experience”

[ESSE É UM POST GIGANTESCO]

*Os vídeos da hora do show ficaram péssimos porque a câmera era ruim, o local era ruim e eu não estava em condições de filmar, cantar, assistir, chorar e pular ao mesmo tempo. Desculpe.*

Hoje faz 9 meses que eu estive no meu primeiro show (ou algo se possa se considerado show de verdade) da minha vida que foi a Believe Tour (ou show do Justin Bieber, para as pessoas normais). E como todo dia 2 do mês é dia de #believetourmemories resolvi contar aqui a minha Believe Tour Experience, que não tem nada de especial como Meet And Greet e nem ver ele de perto.

 

Tudo começou em maio de 2013 quando as especulações da vinda da turnê começaram a ser confirmadas. Até aí eu já tinha uma quantia de dinheiro guardada exatamente para isso mas sabia que não seria o suficiente se eu quisesse ir de pista premium. [Vale lembrar que ano passado eu não estava estudando pois tinha terminado o ensino médio no ano anterior e só começaria a faculdade em 2014, portanto não pagaria meia.] Minha saga começou oficialmente no dia 06 de junho de 2013 quando finalmente as datas e locais foram divulgadas. Lembro de ter visto pelo celular no bieberfever.com e sair correndo e gritando pelo corredor. Shows: dias 02 e 03 de novembro.

Não acreditava que aquilo era de verdade. Então comecei a acostumar a minha mãe com a ideia de eu ir no show porque apesar de eu já ter 18 anos eu ainda precisava da autorização dela pra ir ou pelo menos que ela aceitasse que eu iria. Esse era o problema número 1. O problema número 2 era minha “forever alonisse”, ou seja, eu não tinha ninguém pra ir comigo. Ninguém.

Um tempo depois o Scooter começou a falar sobre a abertura das vendas e eu ainda achava que seria lá pra setembro ou outubro, que eu poderia juntar mais dinheiro, mas não, as vendas iriam abrir no dia 05 de julho para os membros do bieberfever.com. Entrei em desespero porque eu não era membro do fã clube e não conhecia ninguém que era e que poderia comprar pra mim. Ou seja, teria que esperar abrir a venda pública só dia 15 de julho. Porém, eu não estava nem um pouco feliz. Dia 05 foi um dia péssimo pra mim porque todo mundo já estaria comprando os ingressos e minha mãe não queria que eu fosse. Nesse dia eu achei que não iria. Estava tão triste que resolvi ir doar sangue (?), não me pergunte a lógica disso, mas como eu estava muito triste achei que fazer algo bom ajudaria, mas nem encher a bolsa de sangue eu consegui, assim como na minha primeira doação.

Eu tinha bolado umas maneiras de ir, mas não sabia se daria certo ou não. Pedi para a minha prima ir comigo mas os pais dela não deixaram. Dia 15 de julho, abertura da venda pública, foi outro bad day, mas eu já tinha uma plano em mente e decidi que se eu não fizesse aquilo talvez eu nunca visse o Justin cantar ao vivo. (Não, não fui na My World Tour). O dinheiro que eu tinha dava certinho para comprar a inteira da Pista Comum, mas minha mãe, esperta, 1 mês antes pediu 100 reais emprestados e eu sabia que era de propósito para eu não conseguir ir no show. Então, no dia 16 liguei para a minha irmã mais velha e pedi os 100 reais que faltavam. Minha mãe tinha me levado meio que obrigada pra me matricular em um curso de teatro de manhã e a tarde coincidentemente nesse dia estava tudo meio “bagunçado” na minha casa que minha mãe nem percebeu quando minha irmã veio de carro me entregar o dinheiro. Liguei para a minha prima, que coincidentemente iria para Santos (onde era um ponto de venda da T4F, aqui na cidade vizinha) e disse que iria com ela. Tudo aconteceu muito rápido. Contei pra ela o que iria fazer e ela achou loucura. Pegamos o ônibus e fomos lá no lugar que ela precisava ir primeiro, que não era muito longe do lugar da venda de ingresso. Chegamos no lugar e pegamos o elevador. Eu com os meus 300 reais no bolso e adrenalina a mil. O elevador parou. Sim, parou. Quase morri ali dentro nos 10 minutos que ficamos lá presa,  minha prima e eu. Achei que era o destino conspirando contra mim. Enfim, o moço veio e arrumou, fizemos o que tínhamos de fazer e descemos de escada, para garantir. Andamos até o ponto de venda da T4F que era numa agência de viagens chamada Braun (oi Scooter!!). Chegamos lá, comprei meu ingresso e já recebi na hora, diferente das pessoas que compraram pela internet que só chegariam depois. Na hora em que eu peguei aquele envelope azul com meu ingresso no meu nome eu não consegui acreditar. Eu ia no show, pista comum, mas ia. Eu ia sozinha, e não era isso que ia me impedir. Já tinha até visto a excursão do pessoal daqui que ia e estava tudo arrumado. Como minha mãe trabalhava à noite, quando eu cheguei em casa ela já estava no trabalho. Liguei pra ela e contei. Ela só faltou me matar por telefone. Foi a maior confusão. Ela brigou com a minha irmã, com o meu cunhado (por serem “cúmplices”, mas na verdade eles nem sabiam que eu ia comprar escondido, eles achavam que ela sabia) e ficamos sem nos falar por 1 semana. Em partes eu estava chateada, mas no fundo eu estava muito muito feliz.

Um tempo depois minha mãe decidiu que iria comigo. Foi lá, comprou o ingresso, muito brava comigo e assim seria. Eu não gostei muito, mas eu iria e isso era o que importava. Comecei a contar os dias e parecia que nunca ia chegar. 80 dias. 60 dias. 30 dias. 10 dias.

Comecei a pensar na blusa que eu iria muito tempo antes e mandei fazer na semana do show. Tinha pensado na foto, na fonte e na posição de tudo na camiseta. Fiz as plaquinha, arrumei as bexigas e tinha feito a coroa de OLLG.

Enfim chegou o dia 02 de novembro de 2013, sábado. Arrumamos nossas coisas e fomos de ônibus até o local onde o ônibus da excursão sairia. Era por volta de 6 da manhã. Estava frio. Não tinha ninguém na rua. Chegamos lá, entramos no ônibus com mais um monte de beliebers e fomos para São Paulo. Eu mal acreditava que aquilo estava acontecendo de verdade. De que era eu. Eu tinha conseguido. Chegamos no local do show. Acho que nunca vou conseguir descrever a sensação de quando passamos em frente e eu vi aquele palco enorme. Era 11 da manhã. Estava calor. Tinha muita gente já na fila. Estava um caos. Ninguém sabia onde começava nem onde terminava as filas e tinha uma multidão perdida sem saber nem o que estava fazendo ali. Várias garotas de 14 anos com suas amigas. Pais entediados. E eu feliz da vida.

As primeiras horas na fila (depois de encontrarmos uma fila) foram legais. O pessoal cantando, dançando. Estava 27ºC. Eram 2 da tarde e nada de andar. Nem sentar, nem descansar. Em pé direto. A fila andava um pouco, estava muito calor. Muito calor. A um certo ponto da fila já não tinha mais sombra. Estava muito quente. Às 3 horas começaram a passagem de som. A música só instrumental tocando e todo mundo cantando do lado de fora. Foi um das coisas mais fodas que eu já participei na vida. Só um enorme portão nos separava da arena. Estava muito calor. Muita gente começou a passar mal. Mais gente. Mais gente. E nada do portão abrir. Por volta de 3 e meia o portão abriu e foi aquela correria. Pessoas empurrando. Gente que perdeu o ingresso na hora de entrar. Gente chorando. Gente gritando. Enfim chegou a minha vez de entrar. Jurei que se eu fosse a um show eu gravaria a entrada. Gravei o vídeo de entrada mais feliz de todos.

Entramos na arena e foi mais um sufoco. Não podia entrar com água e ESTAVA MUITO CALOR. Tinha muita gente no mesmo lugar num dia de sol. Resultado: muita muita muita gente passando mal. Nunca vi nada parecido na vida. Um copo de água custava 4 reais. Achei que ia morrer ali. Do nada um pessoal começava a empurrar. Gente passando mal do meu lado. Gente passando mal lá no fundo. E principalmente na grade da pista comum. Ninguém conseguia ficar lá. Parecia que nunca ia anoitecer. Horário de verão. Então o P9 entrou no palco. Um showzinho mais ou menos e logo o Justin chegaria. Pois é, ele não chegou, ou melhor, chegou 1 hora e 20 minutos atrasado. Eu já não sentia meus pés e meu pescoço doía muito.

O show em si acho que não vou saber descrever. Foi tudo muito rápido. Tudo aquilo que eu já tinha assistido milhões de vezes na internet ali na minha frente. Só lembro que no momento em que eu me dei conta de que estava ali mesmo eu não consegui parar de chorar. Chorei muito. Acho que posso dizer que foi o melhor dia da minha vida, apesar de tudo. Eu estava onde eu queria estar, teoricamente, vendo o cara que eu mais amo no mundo todo. Era de verdade.

Foi tudo muito surreal. Ele não cantou Baby e aquele final foi meio desastroso. Mas eu estava lá. Naquele dia que eu lutei pra acontecer eu eu estava muito orgulhosa do meu objetivo alcançado. Não foi perfeito, mas eu estava lá. Até hoje não acredito que aconteceu mesmo.

 

Bom, só queria deixar registrado de alguma forma esse dia tão importante pra mim. O post ficou grande pra caramba, mas é isso aí. A seguir são algumas fotos do dia do show.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s